sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Era... na Rua do Rosário

Ruy terminava de amarrar os cadarços do sapato. Maria das Graças estava à sua frente, recostada na janela, pensativa, imaginando a decisão que acabaram de tomar. 15h15. Estavam atrasados. "Já não se consegue correr tão rápido aos 62 anos", Maria dá um sorriso de canto, denunciando sua aflição. 

Os dois saem do prédio 55 e, como de costume, saem para lugares opostos. Sem olhares. Sem se conhecerem. 


Maria chega no banco onde trabalha pedindo desculpas pelo excesso na hora do almoço e promete compensar no outro dia. 25 de setembro. Ela lembrou. Na verdade, não esqueceu. Pensava nisso todo momento, desde que saiu do hotel. 


Ruy foi direto para casa. Já havia decidido não dar aulas. Nem hoje, nem amanhã. Amanhã. Esperava o filho, Ronaldo. Estava disposto a contar-lhe tudo. Contou. 

 O expediente acaba e Maria vai às pressas para casa. Sua filha ligou quatro vezes pedindo que não esquecesse o remédio do pai. Estava tendo ataques denovo. Cansada, foi. 


No outro dia, Ruy pensou em parar no hospital e falar com a mulher. Desistiu. "Pra quê?!". Falta pouco para a inércia também acometê-lo. 

Como sempre, passa pelo CCBB e depois de acenar para o chaveiro do prédio, entra logo no hotel. Chegou na hora certa. Maria já o esperava. Estava ansiosa e nervosa. 


14h55. Ruy fecha a porta e os dois ouvem um estalo. "O que foi isso?". "A porta", responde Ruy. "Trouxe?", pergunta "Maria". "Trouxe... falou com seu marido?"."Estava em crise, denovo. Não ia me ouvir."."Está aqui". Ouvem mais um estalo. Ruy tira o remédio da bolsa. Pega três cápsulas e entrega outras três a Maria. Ouvem bater na porta do quarto. É tarde. "Eu te amo", diz Ruy. Mas Maria já tomou os remédios. E quando Ruy ingere suas cápsulas, um último estalo. "Eu te amo", chora Maria. E na inércia dos dois corpos o prédio põe-se a cair, enterrando um amor proibido, em pleno Rosário. 

Por Rohan Baruck
Conto criado para a faculdade. A partir dos comentários feitos sobre a música "Conversa de botas batidas", foi proposta a criação de um conto ou crônica sobre como devem ter sido as últimas 24 horas de vida dos personagens da música. 

terça-feira, 13 de setembro de 2011

O morto, as velhas e o bicho

Dona Graça logo arregalou os olhos.

- Morreu?! – indagou sem acreditar.

- Atropelado querida, já vai fazer sete dias – respondeu Dona Zefinha, sua amiga de longa data.

As duas não sabiam do falecimento repentino do jovem Marco Antônio Felicíssimo da Silva.

De idade avançada, Dona Graça estava quase chegando ao centenário e mantinha aberto um boteco há mais de sessenta anos. Dona Zefinha, freqüentadora assídua do bar, sempre ia fazer companhia a Dona Graça e todas as manhãs bebia sua sagrada dose de pinga.

-Me deixa mais viva! – afirma a senhora, em seus oitenta e oito anos de idade.

- Morto?! Mas então já vão fazer a missa de sétimo dia? – voltou Dona Graça ao assunto.

- Vão. A mãe, Dona Vera, até publicou o obituário do filho no jornal. Foi assim que fiquei sabendo. Vai ser na Candelária.

- Na Candelária?! – os olhos de Dona Graça brilharam.

- Na Candelária! – respondeu Zefinha, sílaba por sílaba.

- Gente metida. Mas na missa eu nem pretendia ir, queria mesmo é ter ido ao velório.

- Dar o último adeus, né Graça?! – questionou Zefinha com um ar de tristeza.

- Não, pra ver o número da lápide. Sempre que eu jogo no bicho é batata.


Por Rohan Baruck
Conto criado para a faculdade. A proposta era criar um conto a partir de um obituário dado em sala de aula contemplando os seguintes elementos: 1. Diálogos; 2. Foco Narrativo; 3. Coerência com as informações do obituário; 4. Desfecho que levou à sua morte.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Visto de cima

Augusto vive só e sempre morou no último andar. Ver o mundo de cima é uma mania, um desejo, um traço. Estar por cima sempre foi seu maior objetivo.

Nas tardes de domingo, Augusto tinha um costume peculiar, dedicava-se a observar o que de mais acontecia ao seu redor.

Com uma visão privilegiada, - de cima, é claro! – deixava-se encostar na sacada e passava a olhar a vizinhança.

Observar mendigos sempre foi entediante. A não ser em dias de junho. Uma gota, duas gotas. Chuva. Vê-los correndo à procura de abrigo chegava a ser divertido. Pra ele.

Até que, certo domingo, uma porta vizinha se abre. Visto de cima, apenas cabelos loiros. Tão logo, esses mesmos cabelos seguem em direção ao seu melhor entretenimento dominical e envolve-o com os braços para levá-lo até um lugar seguro. De repente, o que eram lisos cabelos mostram-se dois olhos recriminantes, o que fez com que Augusto, naquele instante, se constrangesse e repensasse sua posição naquele mundo visto de cima.

Por Rohan Baruck
Conto criado para a faculdade. A proposta era criar um texto sobre o tema "Ser humano. O que é ser isso?"

terça-feira, 5 de abril de 2011

Jubaia - O recanto das cores

Faz tempo que não posto aqui no Blog, mas é por uma boa causa.

Estou ensaiando o musical infantil "Jubaia - O recanto das Cores", que estreia no dia 21 de maio, às 17h, no Festival de Teatro da Cidade do Rio de Janeiro.



Confira a sinopse:



Cauê, Celerino, Cendi, Dena, Jurecê e Miracema são as cores operárias responsáveis pela coloração do arco-íris. Elas vivem no Vale de Jubaia, que fica situado em meio às nuvens, e sempre que o Senhor Sol e a Dona Chuva brigam, são despertados para o seu trabalho.

Um certo dia, as cores são surpeendidas com a chegada de um novo operário, Apiúna, representante da cor preta. Ele surge em Jubaia com um sonho: participar, ao menos uma vez, da pintura do arco-íris. Mas as cores rejeitam Apiúna, dizendo que por ser preto, ele não possui cor.

Triste, Apiúna decide ir embora para o Brasil, mas algo inesperado acontece, Cauê, representante da cor azul, desaparece e tudo indica que Apiúna é o responsável pelo seu sumiço.

Sem Cauê, as cores ficam impossibilitadas de colorir mais um arco-íris. Desesperadas, elas partem para o Brasil e acabam vivendo uma grande aventura pelos estados do país, conhecendo um pouco da sua cultura e descobrindo muitas coisas sobre Apiúna.

Acompanhando os ensaios



Como ainda falta um tempo para a apresentação do espetáculo, o Grupo Loucatores posta toda semana um vídeo com a preparação para 'Jubaia': ensaios, bastidores e depoimentos para aguçar a curiosidade.

Dá uma olhada nos vídeos que saíram até agora:











Acompanhe as novidades do espetáculo no site: www.loucatores.com.br

quarta-feira, 16 de março de 2011

Carnaval - Parte 2: O Discurso do Rei

Em mais uma tentativa frustrada de assistir Cisne Negro – todas as sessões do filme estavam lotadas desde a estreia – acabei vendo o segundo filme da minha lista de carnaval:

O Discurso do Rei





Depois de passar por dois cinemas, sem lugar para as sessões mais próximas, enfim chegamos a um Cinema Estação. Nunca havia assistido a um filme na simpática sala de cinema de Botafogo. Aconchegante, com uns 120 lugares e uma tela no tamanho adequado, parecia o point da 3º idade carioca.

Antes de falar de ‘O Discurso...’, não posso deixar de comentar o nervosismo dos nossos companheiros de filme. Os senhores e senhoras não podiam escutar um suspiro mais alto que já se ouvia um sonoro “CALA A BOOOOOCA”. E quando alguém resolveu atender um telefone (que estava no vibracall – Graças a Deus!)?! Foram bem diretos: “VAI CONVERSAR LÁ FORA”, “DESLIGA ESSE TELEFONE”, “AQUI NÃO É LUGAR PRA ISSO” (A caixa alta é para destacar o volume dos esporros). Gostei do lugar! Principalmente das companhias, rs. Pudemos assistir ao filme na maior tranquilidade – com exceção desses momentos de ‘choque de ordem’, claro!

Mas vamos ao filme.

Desde os 4 anos, George (Colin Firth) é gago. Este é um sério problema para um integrante da realiza britânica, que frequentemente precisa fazer discursos. George procurou diversos médicos, mas nenhum deles trouxe resultados eficazes. Quando sua esposa, Elizabeth (Helena Bonham Carter), o leva até Lionel Logue (Geoffrey Rush), um terapeuta de fala de método pouco convencional, George está desesperançoso. Lionel se coloca de igual para igual com George e atua também como seu psicólogo, de forma a tornar-se seu amigo. Seus exercícios e métodos fazem com que George adquira autoconfiança para cumprir o maior de seus desafios: assumir a coroa, após a abdicação de seu irmão David (Guy Pearce).

O Discurso do Rei é um filme correto. A história, apesar de bem interessante, não tinha um clímax, a não ser as gagueiras angustiantes do protagonista, mas que já eram esperadas e não traziam nenhuma surpresa. Apesar disso, é uma história boa de se ver.

A dupla formada por Collin Firth e Geoffrey Rush é um grato presente para o público. Com um ótimo entrosamento e interpretação cuidadosa, os dois transformam a amizade que nasce entre os personagens em um verdadeiro trunfo, que acaba sendo admirado por todos.

Melhor ainda, é poder ver Helena Bonham Carter fazendo um personagem mais realista. A atriz, que há tempos se dedicou as grandes fantasias do cinema (muitas de seu marido, Tim Burton), chama atenção no filme pela novidade. Uma boa novidade.

Entre os méritos do filme, não podem faltar as partes mais técnicas. A direção, de Tom Hooper, a fotografia, de Danny Cohen, e a direção de arte, de Netty Chapman, são um destaque a parte. Câmeras paradas, enquadramentos bem definidos e as cores utilizadas nas cenas, pareciam pintar quadros. O Discurso do Rei é uma produção que parece vir acompanhada com um selo do Oscar. Opa! Agora vem!

domingo, 13 de março de 2011

Carnaval - Parte 1: E o vento levou...

Como já havia postado antes, não sou muito fã de carnaval. Na verdade, acho que eu não encontrei o bloco certo! (rs) Por isso, sempre tenho que encontrar um bom programa para esses quatro dias em que quase nada funciona. E sem nenhum teatro aberto, a solução era única: CINEMA!

Assisti dois filmes no cinema e mais um em casa. Mas em vez de comentar os três de uma só vez, vou fazer diferente. Cada dia eu posto sobre um filme.

E o primeiro da lista, que vai estrear com chave de ouro é...

E o vento levou...


Ok! Pode fazer essa cara de “Não acredito: no carnaval assistindo ‘E o vento levou...’?!”. Pois pode acreditar. E faço melhor, ainda recomendo. O clássico do cinema, ganhador de nada menos que 10 estatuetas do Oscar, é o melhor filme que já assisti nos últimos 21 anos! (rs)

O longa narra a história da complicada Scarlet O’Hara (Vivien Leigh), uma jovem que vê sua vida mudar drasticamente com o inicio da Guerra Civil Americana. Entre amores, desilusões e conflitos, Scarlet acaba encarando suas dificuldades pensando apenas em sua felicidade, fazendo com que a herdeira das terras de Tara não hesite em manipular ou, até mesmo, matar qualquer um para alcançar seus objetivos. Apaixonada por Ashley (Leslie Howard), não tem seu amor correspondido e acaba vivendo um relacionamento de amor e ódio com Rett Butler (Clark Gable), um aventureiro de caráter duvidoso.

Piegas? Pode até parecer, mas não é!

A história pode até lembrar as novelas brasileiras, mas vai muito além delas. O filme é uma bela fonte de inspiração que, pode ter certeza, muitos copiam, mas ninguém consegue fazer igual. A trama foge os padrões da época trazendo uma mocinha pouco convencional, com um gênio forte, manipuladora e egoísta, mas que consegue criar uma forte ligação com o espectador.

‘E o vento levou...’ é um filme a frente do seu tempo. O longa tem uma fotografia que desbanca qualquer produção atual (pretensioso?! Nããão). Cada cena é uma pintura. Sem contar a clássica promessa de Scarlet O´Hara, apanhando a terra com as mãos e prometendo nunca mais passar fome na vida. Sombras, céu, posicionamento de câmera, tudo muito bem pensado.

O mais impressionante em todo filme é imaginar como foi possível, em 1939, realizar cenas tão grandiosas como a pós-batalha, repleta de feridos, e o incêndio da cidade inteira.


Vivien Leigh teve uma grande oportunidade e soube aproveitá-la. Sua personagem está presente em, praticamente, todas as cenas do filme que, apesar de suas 4 horas de duração, não é nem um pouco cansativo.

Coisas que você precisa saber, mas ninguém te conta!



• Vivien Leigh recebeu 25 mil dólares por 125 dias de filmagem, enquanto Clark Gable recebey 120 mil dólares por 71 dias de trabalho. A atriz foi escolhida entre 1.400 candidatas. Durante as gravações, Vivien já apresentava sintomas de uma doença que veio a se desenvolver nos anos seguintes. A atriz sofria de transtorno bipolar;



• Bette Davis recusou o papel de Scarlet O’Hara;



• O filme foi premiado em dez categorias do Oscar, incluindo ‘Melhor Filme’, e está entre os 10 primeiros na lista dos 100 melhores filmes de todos os tempos da AFI;



• Hattie McDaniel, que interpretou Mammy, foi a primeira atriz de origem africana a receber o prêmio Oscar. Ela ganhou na categoria ‘melhor atriz coadjuvante’, mas não pôde ir a cerimônia por ser negra;


• Apesar de também ter sido dirigido por outros profissionais (George Cukor, Sam Wood e William Cameron Menzies também algumas sequências), apenas Victor Fleming assinou a direção do filme. Além disso, o roteiro que recebeu a assinatura de Sidney Howard, também teve trechos de escritos por Scott Fitzgerald e Bem Hecht;




• O filme, que tem quatro horas de duração, teve 28 horas de cenas filmadas;



• Nem preciso dizer que as cenas em que a cidade onde Scarlet estava é incendiada não foram feitas em né?! Mas o que poucos sabem é que estúdios inteiros, como os que abrigavam cenários de King Kong (1933), foram queimados para tornar as cenas mais reais. Foram pouco menos que 2 horas de incêndio, que assustaram os vizinhos dos estúdios, que chegaram a chamar os bombeiros;




quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Rio de... Shakespeare!

Para os que gostam de se programar com antecedência para o final de semana, segue uma dica que não pode faltar na agenda. Está em cartaz, no Parque Lage, o espetáculo 'Shakesparque',com direção de Paulo Reis.

A apresentação, baseada no espetáculo apresentado em Nova York, no Central Park, e que recebe o nome de 'Shakespeare in the Park', é encenada através de sonetos musicados e cenas de espetáculos como 'A Megera Domada', 'Romeu e Julieta' e 'Macbeth'.

Ainda não consegui assistir o espetáculo, mas vou tentar nesse fim de semana. O bacana é que a entrada é gratuita e os interessados ainda podem participar de palestras com a crítica teatral Barbara Heliodora, que também assina a tradução do espetáculo.

'Shakesparque' seguirá em cartaz até o dia 27 de fevereiro e tem sessões sextas e sábados, às 21h, e domindos, às 20h. A distribuição das senhas acontecem duas horas antes do espetáculo começar.

Já as palestras com Barbara Heliodora tem vagas limitadas e acontecem nos dias 18 e 25 de fevereiro, às 18h.

Fazem parte do elenco: Lorena da Silva, Jandir Ferrari, Tereza Seiblitz, André Mattos, Cristina Flores, Rodrigo Nogueira, Cláudia Alencar, Antônio Pedro, Samara Felippo, Alexandre Barillari, Angela Rebello, Otto Jr., Amir Haddad, Isabel Mello, Beto Vandesteen, Rafa de Martins, Maria Júlia Garcia, Márcio Januário e Raul Vianna.

Serviço:
Parque Laje fica na Rua Jardim Botânico, 414. A capacidade é de apenas 260 lugares e há estacionamento no local.

MAIS SHAKESPEARE

Parece que os espetáculos de Shakespeare estão na moda no início do ano. Além da apresentação gratuita no Paque Laje, ainda há mais duas produções em cartaz no Rio de Janeiro e que são inspiradas nas peças do dramaturgo.

Uma delas é 'R&J de SHAKESPEARE – JUVENTUDE INTERROMPIDA', em cartaz no Teatro Glaucio Gil e muito elogiada pelo nosso amigo Aoiula. A temporada só vai até o dia 3 de março, com apresentações toda terça e quarta, às 21h. Corre senão você perde!

Outra peça em cartaz é 'Sonho de uma noite de verão - A magia de Shakespeare para todas as idades', clássico do dramaturgo, em temporada no Centro Cultural da Justiça Federal. Alguns dos meus amigos assistiram e disseram que é sensacional. As apresentações acontecem Sábados e Domingos, às 16h. Mas só até o dia 27 de fevereiro.

Serviço:
Teatro Glaucio Gil fica na Praça Cardeal Arcoverde, ao lado da Estação do Metro.
Centro Cultural Justiça Federal fica na Avenida Rio Branco, 241, Centro do Rio de Janeiro.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Um mundo mágico

Eu já estava ansioso para comentar sobre a exposição "O Mundo Mágico de Escher", que reúne cerca de 92 obras do artista holandês Mauritius Cornelis Escher (só 'Escher' para os íntimos, rs).

Não sou 'o cara' das artes para ficar fazendo críticas aqui! Falo como um bom espectador e estudante. Se tratando de exposições então, só como espectador mesmo (não faço desenho nem de palitinho!). Portanto, recomendo à todos passarem pelo Centro Cultural Banco do Brasil do Rio de Janeiro o quanto antes, para aproveitar uma das melhores exposições que já vi!

"O Mundo Mágico de Escher" é muito mais que mágico, é louco. Com obras que fazem você ficar se perguntando 'como alguém consegue pensar em uma coisa dessas?'. Técnica e criatividade estão reunidas em uma exposição dinâmica e participativa.

O legal de 'Escher' é que você não fica só em frente ao quadro apreciando a obra, na maioria dos trabalhos, você faz parte dela. As peças em exposição só se tornam obra de arte se você interagir com elas. Entre espelhos, quartos e quadros, sempre há uma pintura viva: você.


Conferi a exposição no último sábado, 12 de fevereiro, e estava lotada. Uma das atrações que mais faz sucesso, é a 'Sala da Relatividade' (foto), que está logo no térreo e é o cartão de visitas do artista para que o público conheça suas outras obras.

Os trabalhos são fantásticos.

CCBB
Rua Primeiro de Março 66, Centro.
Tel: 3808-2050
Terça a domingo, das 9h às 21h.
Grátis

Foto: Peguei a imagem desse moço aqui ó, tomara que ele não brigue! rsrs

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Pré-Carnaval para todas as idades


Já havia comentado em um post que gostava dos carnavais de antigamente, mesmo sem ter participado deles. Hoje, passando pelo Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), vi que está acontecendo uma espécie de pré-carnaval chamado 'Viva o Zé Pereira', que tem bem o jeitão dos bailes de anos atrás. O evento acontece no estacionamento do CCBB e, pelo que vi hoje, é diversão garantida.

A festa conta com uma série de oito bailes que são conduzidos pela Orquestra Popular Céu na Terra e convidados. A ideia do evento é reviver as manifestações populares carnavalescas traçando uma trajetória até as comemorações de rua que acontecem hoje. Além disso, as apresentações contam com as marchinhas de carnaval já conhecidas pelo público e também aquelas que foram esquecidas por muitos.

Hoje o tema era 'Marchinha' e o convidado foi João Roberto Kelly. O lugar estava cheio e com um público bem diversificado. Crianças, adultos, idosos. A festa era para todo mundo. No palco, a orquestra e músicos vestidos a caráter, com fantasias e adereços típicos de carnaval, levantavam o coro dos foliões, que cantavam as marchinhas numa animação que só vendo. E o mais bacana é que, depois de cair na folia, os participantes ainda podiam fazer uma visita à surpreendente exposição 'O Mundo Mágico de Escher', mas esse já é outro post!!! rs

Viva o Zé Pereira
Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB)
(No início da Presidente Vargas, próximo a Candelária)
Área Externa - Estacionamento
5 a 27 de fevereiro
Sábados e domingos - 18h

Programação:
12 e 13/2 - Marchinha - Convidado: João Roberto Kelly
19 e 20/2 - Samba e samba-enredo - Convidado: Moyses Marques
26 e 27/2 - Frevo e maracatu - Convidada: Adryana BB

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Viajando pelo Atlântico



‘Viajar pelo Atlântico é como ouvir a rádio Ocean FM, a gente se sente flutuando’. Foi com essa frase batida que Frederico, mais conhecido como Fred, ganhou uma promoção que lhe rendeu uma viagem de cruzeiro e que, ele não sabia, mas seria inesquecível. Os dois primeiros dias a bordo do navio foram só diversão, apesar de Fred se sentir um pouco enjoado. Mas o terceiro dia começou bem diferente, nem parecia que havia amanhecido, pois o céu estava escuro. Era uma tempestade. O mar estava agitado e o Capitão pediu que os tripulantes não saíssem do navio.

Em menos de 5 minutos, metade daquelas pessoas ficariam dentro do navio para sempre e só a outra metade seria salva por um navio salva-vidas, que chegaria 40 minutos depois do trágico naufrágio. Mas Frederico era uma exceção a essa estatística, porque foi parar em um lugar completamente diferente.Quando acordou, com areia por todo corpo, não demorou a perceber que estava em uma pequena ilha. Logo, sabia que estava perdido de vez, seria impossível sobreviver ali.

Além de areia, só existia mais uma coisa na ilha: uma árvore, bem no centro. Fred foi andando até ela para ficar na sombra e encontrou uma lâmpada de luz elétrica. Chegou a rir. Afinal, quem deixaria uma lâmpada ali? Quando olhou para árvore, viu que existia um buraco no tronco, parecido com um bocal de lâmpada. Sentiu-se um idiota, mas, como ninguém estava vendo mesmo, enroscou a lâmpada e, incrivelmente, a luz acendeu.

O chão começou a tremer, a água do mar jorrou para o ar como uma explosão e o tamanho da ilha triplicou, agora com muito mais árvores e uma estrada ao centro. No fim da estrada vinha um carro adesivado com a frase “Luz no fim do túnel”. Se aproximava com velocidade, até que parou na frente de Fred. Desceu do carro uma mulher, um pouco mal encarada, usava uniforme, pochete e segurava uma prancheta. Sem nem mesmo olhar para cara de Frederico, mascando um chiclete, disse:

– Senhor Frederico Silva não é?! – Fred nem se mexia – Hum, é você mesmo. Então, a assistência técnica desse local só cobre a realização de um desejo, seja claro e objetivo. Não aceitamos reclamações posteriores.

– Mas não eram três? – perguntou Fred. A mulher riu. – Querido, alguma vez você já esteve nesse lugar? Pois então, qualquer sugestão preencha essas cinco fichas, dê três pulinhos e coloque no correio com cópias de sua identidade e CPF autenticados. Agora vamos ao desejo? – falou a mulher com cara de poucos amigos.

Fred nem pensou duas vezes, falou desesperado que queria ir para casa. A mulher tirou uma arma de dentro da pochete, apontou para ele e quando apertou o gatilho ouviu-se o barulho de um telefone tocando. Fred acorda. Dessa vez em sua casa. Atende ao telefone assustado. Ouve o locutor falando “Parabéns Frederico, você foi o grande vencedor da promoção ‘viajando pelo Atlântico’ da rádio Ocean FM”. Fred nem termina de ouvi-lo, desliga o telefone e se joga no travesseiro aliviado. Foi um sonho. Quando olha para o lado, vê uma lâmpada sobre cinco fichas em cima do criado mudo.

Escrito por Rohan Baruck
Conto criado para a faculdade. A ideia era criar uma história que envolve-se: uma viagem; a vida na ilha; e a lâmpada dos desejos. Saiu isso! rsrs

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Baixo orçamento, grande retorno!

Eis que mais uma apresentação do Oscar é marcada. Dia 27 de fevereiro acontece a premiação que divulgou seus indicados a pouco mais de um mês antes do resultado.




Nos últimos anos tenho me empolgado com a lista pelo seguinte: sempre tem um filme de baixo orçamento que é indicado em uma das principais categorias e que, se não fosse pela indicação, seria exibido em poucas salas de cinema aqui no Brasil. Aconteceu com "Pequena Miss Sunshine" (2007), "JUNO" (2008), "Preciosa" (2010) e esse ano, o "pobrão" da vez é "Cisne Negro".

O filme virou a sensação da lista e é considerado um dos favoritos a levar a estatueta. O longa concorre nas categorias 'Melhor Filme', 'Melhor Diretor', 'Melhor Atriz', 'Melhor Fotografia' e 'Melhor Edição' (ufa!).

O cartaz de divulgação do filme já chama atenção. A trama também. O trailer então, só conferindo:



A sinopse é a seguinte:

Beth MacIntyre (Winona Ryder), a primeira bailarina de uma companhia, está prestes a se aposentar. O posto fica com Nina (Natalie Portman), mas ela possui sérios problemas interiores, especialmente com sua mãe (Barbara Hershey). Pressionada por Thomas Leroy (Vincent Cassel), um exigente diretor artístico, ela passa a enxergar uma concorrência desleal vindo de suas colegas, em especial Lilly (Mila Kunis).

Em entrevista ao (já não existente) 'Larry King Live', Natalie Portman falou sobre as dificuldades que teve durante a preparação para a personagem e nas filmagens. A atriz teve a costela deslocada em uma das cenas que era levantada por um bailarino. Como o orçamento da produção era baixo, não haviam médicos. "Mas eu tenho um trailer. É muito mais importante um médico que um trailer!", foi mais ou menos (não encontrei o video na internet para reproduzir certo) o que disse a atriz ao produtor. No outro dia, o trailer não estava mais lá. rs

Queria ter assistido o filme na semana passada, mas como já tinha comprado ingressos para "Hair" nem consegui ir ao cinema. Mas desse final de semana não passa!

Abaixo, algumas curiosidades que eu peguei de uma matéria do R7:

- A participação de Winona Ryder foi gravada em dez dias;

- Para dar vida à bailarina Nina, a atriz Natalie Portman chegou a fazer aulas de balé cerca de oito horas por dia;

- A atriz precisou perder 9 kg;

- Quando o projeto do filme começou a ser discutido, as atrizes Rachel Weisz e Jennifer Connelly foram cotadas para viver a personagem Nina;

- Grande parte das bailarinas e bailarinos que trabalharam como figurantes em Cisne Negro são membros da Academia de Balé da Pensilvânia;

- A mãe de Nina, uma ex-bailarina frustrada, é vivida pela atriz Barbara Hershey. Inicialmente, seu papel foi pensado para Meryl Streep.

A lista completa dos indicados você confere nessa matéria do G1.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Fazendo cena na estante!


Gosto muito de ler. Engraçado, por que não é um costume da minha família e eu não fui muito incentivado a isso dentro de casa (pelo contrário, só depois de muito choro e escândalo do tipo eu quero brócolis que eu conseguia ganhar um livro que não fosse didático).

Vou destacar um livro que está entre as quatro dicas da coluna "Biblioteca" da Revista Camarim. Assim, como indicado lá, é um livro um pouco "pesado", recomendo até que seja lido apenas por maiores de 18 anos. rs

'O Diário do Farol', escrito por João Ubaldo Ribeiro, conta a história de um ex-padre que mora isolado em uma ilha. Lá resolve escrever sua autobiografia e sem revelar seu nome, o anti-herói conta orgulhoso a sucessão de crimes cometidos.

A narrativa do livro é bem interessante. O personagem conversa com o leitor com uma intimidade insultuosa, provocando o leitor. A ficção é uma coleção de maldades e mostra o quão baixo pode chegar o ser humano. A história do ex-padre que é guiado pela assombração de sua mãe à vingança, lembra um pouco textos de Shakespeare. Mas a originalidade do autor permite que o texto vá além.

Falando em texto, vale destacar os ótimos trechos com que somos brindados no decorrer da leitura. Apesar de, na maioria das vezes, a história ser narrada, os momentos em que diálogos ou monólogos acontecem são sensacionais.

Destaco uma parte que gosto muito e inclusive interpretei para avaliação em um curso de teatro:

"Tu, Tu que me espias temeroso agora
Vais ouvir o que nunca ouvir quiseste
E nunca entenderás em tua alma imunda,
Mas ouvirás. Não há como lutar
Contra a força do ódio que me deste,
Legado único que me deixaste
Enquanto nosso mundo emporcalhavas.
Tu vais ouvir calado, sem falar
E teu poder de nada servirá
Porque agora é a hora da verdade.
Não podes mais xingar nem espancar.
Não poderás bater em quem desejas
Teu repelente ser inconvivível .
Mataste minha mãe, me deste irmãos,
Irmãos bastardos que somente agora
Declaro o que antes só tu pressentias,
Agora tens certeza. Eu os matei
Matei meus dois irmãos. E daqui a pouco
Te digo que te vou matar. Não basta
Matar-te é pouco para o que fizeste,
Se este destino não te alcançasse
E não fizesse, como agora faz,
Tremer como um dos bichos que capavas
Com o prazer espelhado no teu rosto.
Nada que eu faça apagaria a dor
O mimo que tu sempre me negaste.
Nem pagará o anseio que tem o filho
De ver no pai o seu contentamento.
Nem pagará as bofetadas que me deste,
A cópia de castigos que me deste
A dor maior de não ter pai. Vai, pois,
Filho da puta, à puta que pariu.
Sua descendência, para o bem da Terra,
Se extingue aqui. Jamais propagarei
O sêmen que aviltaste. E mais ainda,
Eu te anuncio a Morte que virá,
Pois vou matá-lo. Isso mesmo que ouviste:
Eu vou matá-lo porque me mataste
Por tantas vezes que contar não posso.
Mataste minha mãe, e meus irmãos
Matei-os eu por obra de Justiça
A que se busca e que jamais se espera.
E olho pra ti quase com pena,
A pena que se sente dos carrascos
Que, profissão fazendo do matar,
São eles próprios os crucificados.
Acho que já te perdoei, pai escroto,
Pai burro, pai ruim; mas sempre pai.
Tu que gozaste, quando me fizeste,
Tu que gozaste quando me batias.
Agora vou matar-te, meu paizinho,
E, se alguma outra encarnação houver,
Espero que me poupem de encontrar-te,
Vai pra puta que pariu, filho-da-puta,
Excremento de Satã, bosta do mundo,
Que agora vou matar com um travesseiro
Abafando o teu rosto renegado,
Não sem antes fruir um pouco mais
Este momento em que me alegro tanto
Ao ver-te tão transido de pavor
Diante de teu anjo vingador
Do qual eu sou apenas instrumento.
Tenta rolar ou gritar por socorro.
Não podes, não é mesmo? Pois eu, sim,
Posso e escolho a hora de matar-te
E finalmente me purificar.
Pois será amena a morte para ti:
Mereces algo muito mais cruel
Que esta almofada com que te sufoco.
E eu viverei, afinal viverei:
A tua morte é o meu sopro de vida."

Trecho do livro 'O Diário do Farol', de João Ubaldo Ribeiro.


O diário do farol
Autor: João Ubaldo Ribeiro
302 páginas - R$25,00 (em média)
Editora Nova Fronteira

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Já fez cena!

Muitos, assim como eu, às vezes acham que nasceram na época errada. Gostariam de ter vivido nos anos 50, 60, 70, 80 e aproveitado o nascimento de tantas formas de se fazer cultura.


Uma vez, assisti uma "palestra" no CCBB na qual Sérgio Britto entrevistou Irene Ravache. A atriz relembrou sua carreira e contou experiências com um teatro que era mais valorizado que a TV. Na platéia ainda estava Irís Bruzzi, que se divertia com as lembranças da época de ouro do teatro.

Também li a história da atriz Clayde Yáconis, (você também pode ler aqui!) que viveu em um período bacana do Teatro Brasileiro, que envolve a criação do TBC (Teatro Brasileiro de Comédia), onde participou da montagem de espetáculos incríveis. A publicação acaba descrevendo um pouco da história das artes cênicas no Brasil, já que a atriz fez parte dela!

Essas são histórias que me fazem pensar o 'porque' de não ter nascido na época desse teatro.


Na música não é diferente. Hoje, não gosto de carnaval. Mas as festas de rua de antigamente, como as apresentadas na minissérie "Dalva e Herivelto", e as marchinhas e sambas de carnaval, como as dos musicais "Sassaricando" e "É com esse que eu vou", são coisas que me empolgam.

A TV ainda é minha maior fonte para descobrir essa cultura. Apesar de muitas críticas, é de séries como "Chiquinha Gonzaga" e "Maysa" que eu (e muitos brasileiros!)acabo tirando minhas referências da história musical do nosso país. Que obviamente, não se restringe a essas cantoras.

No ano passado, produzi junto com um grupo de amigos um espetáculo que tinha como tema a antropofagia. Num trabalho de dois meses de pesquisa, acabamos conhecendo um pouco mais sobre o movimento cultural de mesmo nome, além de descobrir (pelo menos, eu descobri, porque nunca tinha ouvido falar!) o tropicalismo, que mexeu com o cenário teatral, musical e cinematográfico.

Apesar do momento nostalgia - de um tempo que eu não conheço nem um um terço - , acho que vivemos em uma época para se orgulhar. Quem sabe daqui há 30, 40 anos também não vamos rir e sentir saudades de coisas que acontecem hoje.



(Coice do Pânico para os Japas!)

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Como falar de Hair?


Começar um texto é o mais complicado. Geralmente, quando você consegue escrever o início, desponta e então vai! Mas quando o assunto é o espetáculo Hair, em cartaz no Teatro Oi Casa Grande, a missão é bem mais difícil! Assisti ao musical no último sábado, 5 de fevereiro, e confesso que é complicado destacar tanta coisa boa. (Olha eu tentando bancar o critico de musicais)

Não assisti muitos musicais na minha humilde vida, mas posso garantir que Hair é uma das melhores produções. Já havia visto o filme, vídeos do espetáculo da Broadway e ouvido músicas da versão brasileira de 1969 (Deus abençoe a internet) e tenho certeza que o cuidado que Charles Möeller e Claúdio Botelho tiveram para pensar e executar cada detalhe são o ponto alto do espetáculo. Não é à toa que recebm o rótulo de “Os reis dos musicais”.

Com atores/ cantores (CANTORES MESMO!!!)/ dançarinos de primeira, não há um integrante que você olhe e diga "ah, esse canta mais ou menos". Não! Do início ao fim, você se surpreende com cada canção.

Por se tratar da adaptação de um musical da Broadway, as mensagens são universais e em sua maioria voltadas para os problemas enfrentados pelo país. O preconceito racial e a guerra do Vietnã (que pode ser comparada aos conflitos atuais dos EUA com o Iraque) são mensagens que, a principio, parecem pouco adequadas para a realidade que vivemos no Brasil, mas elas acabam servindo como espelho para os problemas que enfrentamos.

O espetáculo conta a história de um grupo de hippies que lutam pela paz e o amor, indo contra qualquer tipo de preconceito ou conservadorismo da época. Cabelos grandes, roupas coloridas, os hippies eram considerados rebeldes. Na tribo, Berger (Igor Rickli), Claude (Hugo Bonemer) e Sheila (Carol Puntel) vivem um triângulo amoroso... quer dizer... uma espécie de triângulo amoroso, já que todo mundo se “pegava” no grupo. Claude é pressionado pelos pais a largar a vida na tribo e se alistar no exército, enquanto os integrantes do grupo queimavam suas identidades e cartas de convocação para guerra em forma de protesto. O conflito vivido por Claude é o ponto de partida para o desenrolar da história.

A trilha sonora e as coreografias são empolgantes e nem parece que o musical tem três horas de duração. (pode acreditar, minha noiva – que não gosta de musical – adorou do espetáculo!!!) O figurino, a iluminação, a banda, tudo em Hair é motivo para o sucesso que a montagem está fazendo, que inclui duas indicações ao Prêmio Shell de Teatro.

A emblemática cena de nudez que marcou a montagem brasileira de 1969 também foi retratada na versão de Möeller e Botelho. É que na montagem de 69, o Brasil estava em plena época da ditadura, e estreou após a assinatura do Ato Constitucional nº 5, decreto do Regime Militar Brasileiro que resultou em cassações de direitos políticos em massa e prisão e torturas de adversários. Como o espetáculo era repleto de cenas de nudez, não agradou a censura. Depois de uma longa negociação, os censores concordaram que a nudez seria mostrada apenas no final do espetáculo, onde os atores deveriam permanecer imóveis, sendo seguido por um “Black-out”.

Confesso que o final do filme é mais surpreendente que o da montagem teatral, mas o musical é muito mais que uma “virada” na história. É um ESPETÁCULO!


Serviço:

Hair
Teatro Oi Casa Grande
Quarta, Quinta e Sexta 21h, Sábado 18h30 e 22h e Domingo 20h
(horários válidos para fevereiro)
Endereço: Avenida Afrânio de Melo Franco 290, Leblon
Horário da Bilheteria: terça-feira - 15h às 20h / de quarta a sexta-feira - 15h às 21h30/ sábado -15h às 22h30 / domingo - 15h às 20h30

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Revista Camarim - Edição VI


Vamos combinar: é meio chato você chegar uma hora antes do espetáculo começar pra escolher um lugar bacana e privilegiado na platéia e depois não ter nada pra fazer enquanto espera começar, não é?! Ou então, para as moças, é um tédio ficar esperando até ser atendida naquele consultório estético - que você jura de pé junto que nunca ouviu falar porque tudo em você é natural. E no salão de beleza?! Chato ficar esperando até ser atendida pela manicure que você gosta, certo?! Errado!

Há seis meses a Revista Camarim têm acompanhado o público em teatros, consultórios estéticos, salões de beleza e hotéis do Rio de Janeiro. O tempo passa voando com um conteúdo cada vez mais variado. E é fato: a Revista sai igual água! (E olha que está calor hein!)

Esse mês escrevi a coluna Camarim Biblioteca como jornalista colaborador e apresentei quatro dicas de livros, entre elas, autores nacionais e de outros países! A publicação já está disponível em seus pontos de distribuição e logo vocês poderão ler a matéria no site www.revistacamarim.com.br

A capa do mês é a atriz Lília Cabral, que fala sobre sua carreira em uma entrevista para a revista. Além disso, Aguinaldo Silva fala com exclusividade sobre a personagem da atriz na próxima novela das 8, "Fina Estampa".

E pra melhorar: Glória Pires, Raphael Viana, Alexandra Richter e mais um monte de artistas estão recheando a publicação. Vale a pena Conferir.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

AQUECIMENTO HAIR



Ok! Aquecimento só pra mim. Todo mundo (sem exagero!) já deve ter assistido o espetáculo, que estreou no dia 5 de novembro de 2010.

Só pra dar um gostinho para os que se encontram na mesma categoria que eu (de excluídos do mundo), segue um vídeo com depoimentos de primeira sobre Hair.

A reestreia do espetáculo aconteceu no dia 5 de janeiro e dessa vez não posso deixar passar! Apesar de em cima da hora, o ingresso já está comprado e tudo acertado para sábado. Agora é só deixar o sol entrar!

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

NÃO TOQUE!



Obra de artista desconhecido (por mim e por Paul Arden, autor do livro "Tudo o que você pensa, pense ao contrário"). A pintura em Braile quer dizer "Não Toque".