Assisti dois filmes no cinema e mais um em casa. Mas em vez de comentar os três de uma só vez, vou fazer diferente. Cada dia eu posto sobre um filme.
E o primeiro da lista, que vai estrear com chave de ouro é...
E o vento levou...
Ok! Pode fazer essa cara de “Não acredito: no carnaval assistindo ‘E o vento levou...’?!”. Pois pode acreditar. E faço melhor, ainda recomendo. O clássico do cinema, ganhador de nada menos que 10 estatuetas do Oscar, é o melhor filme que já assisti nos últimos 21 anos! (rs) O longa narra a história da complicada Scarlet O’Hara (Vivien Leigh), uma jovem que vê sua vida mudar drasticamente com o inicio da Guerra Civil Americana. Entre amores, desilusões e conflitos, Scarlet acaba encarando suas dificuldades pensando apenas em sua felicidade, fazendo com que a herdeira das terras de Tara não hesite em manipular ou, até mesmo, matar qualquer um para alcançar seus objetivos. Apaixonada por Ashley (Leslie Howard), não tem seu amor correspondido e acaba vivendo um relacionamento de amor e ódio com Rett Butler (Clark Gable), um aventureiro de caráter duvidoso.
Piegas? Pode até parecer, mas não é!
A história pode até lembrar as novelas brasileiras, mas vai muito além delas. O filme é uma bela fonte de inspiração que, pode ter certeza, muitos copiam, mas ninguém consegue fazer igual. A trama foge os padrões da época trazendo uma mocinha pouco convencional, com um gênio forte, manipuladora e egoísta, mas que consegue criar uma forte ligação com o espectador.
‘E o vento levou...’ é um filme a frente do seu tempo. O longa tem uma fotografia que desbanca qualquer produção atual (pretensioso?! Nããão). Cada cena é uma pintura. Sem contar a clássica promessa de Scarlet O´Hara, apanhando a terra com as mãos e prometendo nunca mais passar fome na vida. Sombras, céu, posicionamento de câmera, tudo muito bem pensado.
O mais impressionante em todo filme é imaginar como foi possível, em 1939, realizar cenas tão grandiosas como a pós-batalha, repleta de feridos, e o incêndio da cidade inteira.

Vivien Leigh teve uma grande oportunidade e soube aproveitá-la. Sua personagem está presente em, praticamente, todas as cenas do filme que, apesar de suas 4 horas de duração, não é nem um pouco cansativo.
Coisas que você precisa saber, mas ninguém te conta!
• Vivien Leigh recebeu 25 mil dólares por 125 dias de filmagem, enquanto Clark Gable recebey 120 mil dólares por 71 dias de trabalho. A atriz foi escolhida entre 1.400 candidatas. Durante as gravações, Vivien já apresentava sintomas de uma doença que veio a se desenvolver nos anos seguintes. A atriz sofria de transtorno bipolar;
• Bette Davis recusou o papel de Scarlet O’Hara;
• O filme foi premiado em dez categorias do Oscar, incluindo ‘Melhor Filme’, e está entre os 10 primeiros na lista dos 100 melhores filmes de todos os tempos da AFI;
• Hattie McDaniel, que interpretou Mammy, foi a primeira atriz de origem africana a receber o prêmio Oscar. Ela ganhou na categoria ‘melhor atriz coadjuvante’, mas não pôde ir a cerimônia por ser negra;
• Apesar de também ter sido dirigido por outros profissionais (George Cukor, Sam Wood e William Cameron Menzies também algumas sequências), apenas Victor Fleming assinou a direção do filme. Além disso, o roteiro que recebeu a assinatura de Sidney Howard, também teve trechos de escritos por Scott Fitzgerald e Bem Hecht;

• O filme, que tem quatro horas de duração, teve 28 horas de cenas filmadas;
• Nem preciso dizer que as cenas em que a cidade onde Scarlet estava é incendiada não foram feitas em né?! Mas o que poucos sabem é que estúdios inteiros, como os que abrigavam cenários de King Kong (1933), foram queimados para tornar as cenas mais reais. Foram pouco menos que 2 horas de incêndio, que assustaram os vizinhos dos estúdios, que chegaram a chamar os bombeiros;
Lindíssimo, né? Nunca consegui assistir inteiro. Quatro horas é dose, rs.
ResponderExcluirAbs,
Mi Almeida.