segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Já fez cena!

Muitos, assim como eu, às vezes acham que nasceram na época errada. Gostariam de ter vivido nos anos 50, 60, 70, 80 e aproveitado o nascimento de tantas formas de se fazer cultura.


Uma vez, assisti uma "palestra" no CCBB na qual Sérgio Britto entrevistou Irene Ravache. A atriz relembrou sua carreira e contou experiências com um teatro que era mais valorizado que a TV. Na platéia ainda estava Irís Bruzzi, que se divertia com as lembranças da época de ouro do teatro.

Também li a história da atriz Clayde Yáconis, (você também pode ler aqui!) que viveu em um período bacana do Teatro Brasileiro, que envolve a criação do TBC (Teatro Brasileiro de Comédia), onde participou da montagem de espetáculos incríveis. A publicação acaba descrevendo um pouco da história das artes cênicas no Brasil, já que a atriz fez parte dela!

Essas são histórias que me fazem pensar o 'porque' de não ter nascido na época desse teatro.


Na música não é diferente. Hoje, não gosto de carnaval. Mas as festas de rua de antigamente, como as apresentadas na minissérie "Dalva e Herivelto", e as marchinhas e sambas de carnaval, como as dos musicais "Sassaricando" e "É com esse que eu vou", são coisas que me empolgam.

A TV ainda é minha maior fonte para descobrir essa cultura. Apesar de muitas críticas, é de séries como "Chiquinha Gonzaga" e "Maysa" que eu (e muitos brasileiros!)acabo tirando minhas referências da história musical do nosso país. Que obviamente, não se restringe a essas cantoras.

No ano passado, produzi junto com um grupo de amigos um espetáculo que tinha como tema a antropofagia. Num trabalho de dois meses de pesquisa, acabamos conhecendo um pouco mais sobre o movimento cultural de mesmo nome, além de descobrir (pelo menos, eu descobri, porque nunca tinha ouvido falar!) o tropicalismo, que mexeu com o cenário teatral, musical e cinematográfico.

Apesar do momento nostalgia - de um tempo que eu não conheço nem um um terço - , acho que vivemos em uma época para se orgulhar. Quem sabe daqui há 30, 40 anos também não vamos rir e sentir saudades de coisas que acontecem hoje.



(Coice do Pânico para os Japas!)

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