quarta-feira, 12 de maio de 2010

Cannes - 2010



Começou nesta quarta-feira, 12 de maio, o 63º Festival de Cannes, que este ano tem como presidente do juri, ninguém mais, ninguém menos (gótico e estranho) que Tim Burton. Ao lado dele, fazendo parte da banca de jurados, estão as atrizes Kate Beckinsale e Giovanna Mezzogiorno, o ator Benício Del Toro, os diretores Victor Erice, Shekkhard Kapur e Emmanuel Carrére, o diretor do Museu do Cinema de Turim Alberto Barbera e o compositor Alexandre Desplat.

Robin Hood



O evento, que acontece até o dia 23, teve como filme de abertura o - nem tão esperado - 'Robin Hood', de Ridley Scott. O filme não empolgou tanto quanto outros que tiveram o mesmo prestígio de abrir o Festival em edições passadas.


Confesso que acho a história de Robin Hood um tédio e já duvidava, antes mesmo de ver o trailer, que fosse um filme bom. Não sou muito fã de épicos. Aquelas musiquinhas irritantes de mulheres gemendo, sofrendo, me tira do sério. Mas se um dia eu alugá-lo, assisto de coração aberto - para direção, atuação, fotografia, mas para história vou ter que fazer um esforço.

Cate Blanchett é um atrativo para o filme e, segundo algumas críticas, Mark Strong, que faz o vilão, também é um dos
destaques.

Apesar de abrir o Festival, Robin Hood não participa da mostra competitiva, assim como os filmes 'You will meet a tall dark stranger' de Woody Allen e 'Wall Street: money never sleeps', do diretor Oliver Stone.

'Robin Hood' estreia nessa sexta-feira(14/05) aqui no Brasil.

Brasil em Cannes



Fora do circuito competitivo, também está "5x Favela - Agora por nós mesmos", filme realizado pelos próprios moradores de uma favela do Rio de Janeiro e produzido por Cacá Diegues, que vem representando o Brasil como um dos jurados da competição paralela de curtas para novos diretores, o Cinéfondation.

Para quem não sabe, Cacá Diegues foi o diretor dos filmes 'O maior amor do mundo', 'Deus é Brasileiro' e 'Orfeu'.

Mas não é só por favelas que são lembrados os brasileiros.

'Alegria', de Felipe Bragança e Marina Méliande, estará na Quinzena dos Diretores, que é uma sessão paralela e não competitiva do evento. O filme acompanha, durante um verão, as transformações de uma adolescente de 16 anos, Luiza, interpretada por Tainá Medina.

Já na Semana da Crítica, poderá ser assistido o curta 'A distração de Ivan', dos brasileiros Cavi Borges e Gustavo Melo.

E por fim, a nossa única chance de ganhar a tão cobiçada Palma de Ouro esse ano está nas mãos, ou melhor, no curta metragem,'Estação', de Marcia Faria. O filme concorre com curtas de atores como Kirsten Dunst e James Franco, que também estão na disputa.

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