Essa é a última semana de "Do Artista Quando Jovem", um espetáculo livremente inspirado no universo literário de James Joyce.
No elenco dois amigos: Igor Angelkorte e Saulo Rodrigues.
Portanto, vai ser programa obrigatório nessa semana. Devemos ir, eu, minha noiva e (espero)alguns amigos nesta quinta-feira.
Lembrando que nesta sexta, feriadão, haverá apresentação também.
Do Artista Quando Jovem Texto: Pedro Kosovski Direção: Marco André Nunes Elenco: Dora Pellegrino, Erika Mader, Igor Angelkorte, Remo Trajano, e Saulo Rodrigues. Temporada: 18 de março até 4 de abril. Quinta a sábado às 21h. Domingo às 19h30. R$16,00. Espaço SESC - Teatro Arena Rua Domingos Ferreira, 160 - Copacabana Tel.2547-0156
Ou então ligando para a produção do Festval: Luiz Valentim - 21 85872674
Falando em Luiz Valentim:
Ele é ator, Diretor e trabalha há mais de 33 anos desenvolvendo atividades artísticas em todo o Brasil. Iniciou a carreira com a saudosa Dilu Melo em 1976 e trabalhou em teatro infantil com os diretores Jair Pinheiro e Nobel Medeiros, entre outros. Inaugurou o Teatro Clara Nunes com Lia Farrel, Nobel Medeiros e Pedro Reis. Atuou em montagens de teatro de revista com a atriz e diretora Brigitte Blair.
Em 2009, foi homenageado tendo um teatro que levou o seu nome, o Teatro Luiz Carlos de Abreu Valentim.
É responsável pelas atividades artísticas no Centro Cultural de Nilópolis e movimenta a cultura no Municipio.
Tive a grande oportunidade de trabalhar com o Valentim e me sinto muito grato por tudo que aprendi nos anos de espetáculos que fizemos.
Saiba mais sobre Cia Fanfarras Produções, que é intermediada pelo ator:
Hoje fui assistir ao espetáculo “Sorria, você está sendo roubado” , no Teatro Glauce Rocha. Pessoal, vale a pena mesmo assistir.
Uma comédia musical original e bem brasileira.
O elenco conta com 60 ATORES (e acabei descobrindo que uma amiga estava no elenco, Helena Giffoni), a direção é de Ernesto Piccolo e o texto e letras de Rogério Blat.
A peça conta a história do casal Randicleiton e Bernadete, que tem dois empregos para sustentar a família, que tem nada mais, nada menos que 12 filhos, e não aguentam mais essa vida de trabalho para pagar as contas. Os dois começam a se questionar sobre a quantidade de impostos, contas e juros excessivos que são cobrados e que acabam os deixando endividados.
As músicas são super engraçadas, assim como todo o espetáculo. Além de divertir, o espetáculo traz uma reflexão para o público sobre o comportamento da sociedade brasileira, motivando a luta pelos seus direitos com muito humor.
Dando uma olhada no blog do espetáculo(que vocês podem ver no menu lateral)vi que eles fizeram uma ação bacana: apresentaram duas músicas da peça em plena Av. Rio Branco. Peguei umas fotos, dá uma olhada ai embaixo:
O espetáculo custa apenas R$10,00 e tem pouco mais de 1 hora de duração!
Comédia Musical “Sorria, você está sendo roubado!”
Texto: Ricardo Blat Direção: Ernesto Piccolo Temporada: Até 02 de Abril
Local: Teatro Glauce Rocha Capacidade: 278 lugares End.: Av. Rio Branco Nº 179, Centro Tel.: (21) 2220-0259
Dias: Quartas, Quintas e Sextas Horário:19 horas
Ingressos: a preços populares: R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia) Elenco: 60 atores do Palco Social – Oficinas de Criação de Espetáculos Duração:1hora e 20 minutos Classificação: 12 anos
Um dos processos que eu mais admiro, e gosto de por em prática, na profissão do ator é a construção de personagem. Pensar em como o personagem fala, anda, se comporta, no que ele pensa enquanto fala, enfim, criar a sua partitura.
Em um bate-papo com amigos, conversávamos sobre a questão da construção de personagens pelos atores e ”não-atores”. Já havia participado de uma discussão dessas antes e a conclusão foi exatamente a mesma.
O que leva alguns diretores a escolherem “não-atores” para representarem um personagem? E a resposta (hoje) me parece simples: a VERDADE.
Às vezes uma “pessoa normal” consegue passar mais sinceridade do que um ator que tenta interpretar a verdade. Mas às vezes. rs
Tenho alguns exemplos admiráveis de construção de personagens por ótimos atores, além de um exemplo bem recente de uma “nova atriz”.
Dá uma olhada ai embaixo:
Larissa Maciel / Maysa – Quando fala o coração
Com aproximadamente 8 meses de estudos e preparação para a criação da personagem, Larissa Maciel foi um dos destaques de 2009, interpretando a cantora Maysa na minissérie “Maysa –Quando fala o coração”. A personagem era intensa e sofria várias transformações físicas e emocionais ao longo da história.
“É muito instigante e desafiador para qualquer ator fazer uma obra como esta. Estou muito feliz e não poderia ser diferente! É impressionante como eu criei uma relação afetiva com ela (Maysa). Quase amor, mesmo! Até mesmo porque a gente viveu como uma só pessoa por muito tempo. Eu me doei integralmente para esse papel!” disse Larissa Maciel para o Blog da Produção da Minissérie.
Abaixo uma das cenas que eu mais gostei:
Adriana Esteves / Dalva e Herivelto – Uma canção de amor
Adriana Esteves estava interpretando uma das suas personagens cômicas de maior sucesso, quando foi convidada para viver Dalva de Oliveira, uma das cantoras de samba-canção mais famosas da década de 50, que se apaixonou pelo cantor e compositor Herivelto Martins com quem se casou e protagonizou grandes polêmicas com suas brigas.
Já admirava os trabalhos da Adriana Esteves e o trabalho dela nessa microssérie veio afirmar o seu talento.
“Estudei muito e continuo estudando. Tenho muito material de pesquisa e converso muito com os filhos da Dalva e com o Nacib, que era amigo dela e é presidente do fã-clube da Dalva. Tive uma preparação com a Mirna Rubim, professora de canto, que me preparou para cantar as músicas. Também tive uma preparação para cantar com o sink (cantar em sincronia com a voz original) para as dublagens. Contei ainda com a ajuda do Alfredo Del Penho, que é o professor de violão e canto do Fábio Assunção.” Adriana Esteves em entrevista ao Blog dos Bastidores da Série.
Bom, separei os últimos momentos da série que eu considerei como as melhores cenas da atriz:
Abaixo a entrevista da atriz para o fantástico:
Uma curiosidade: Sabiam que as canções do filme da Disney "A Branca de Neve" eram dubladas pela cantora Dalva de Oliveira?
Daniel Oliveira / Cazuza – O tempo não para
Daniel Oliveira não interpretou Cazuza, ele era o próprio cantor.
Digno de aplausos, o ator marcou sua carreira vivendo um dos ícones de uma geração, o cantor e compositor de rock da banda Barão Vermelho, Cazuza, que também era conhecido pelas suas polêmicas e rebeldias.
“... Nos primeiros momentos, que vi os vídeos do Cazuza, procurei não imitar de cara. Só assimilei o Cazuza. Com o desenrolar da coisa, selecionei o que podia usar ou não. Depois de um tempo, me dava conta, em alguns momentos, que estava na mesma posição que ele estava nos vídeos. Eu já estava Cazuza. E desde então passei a não me preocupar mais com isso.” Daniel Oliveira, em entrevista para a Revista época. Veja na íntegra aqui.
Abaixo o trailer do filme:
Mo’Nique Imes / Preciosa – Uma história de esperança
Ex-monitora de Telessexo (isso ai! Rsrs) e comediante premiada, a atriz roubou a cena vivendo a asquerosa mãe da protagonista do filme.
Não é à toa que ganhou o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante, Mo’nique conseguiu interpretar a personagem sem cair no clichê, e quem assistiu ao filme percebe que deve ter sido uma construção trabalhosa para a comediante.
Como se trata de um filme, não consegui o trecho que eu queria no youtube. Mas recomendo a todos que assistam o filme e, em especial, a última cena da atriz. Se Oscar dependeu de uma cena, com certeza foi aquela!
Abaixo o trailer do filme que serve também para ilustrar nossa próxima atriz:
Gabourey Sidibe / Preciosa – Uma história de esperança
E enfim chegamos na “nova-atriz”, rs. Não existe exemplo mais atual do que Gabourey Sidibe. Com 26 anos de idade, ela nunca havia pensado em seguir a carreira de atriz, mas sua interpretação, já no primeiro filme, garantiu sua indicação ao Oscar.
“Eu nunca tive a intenção de ser atriz. Cheguei a fazer algumas peças de teatro na faculdade, mas certamente não estava interessada em seguir carreira. Estava na faculdade quando um amigo me falou sobre os testes. Eu sabia do filme porque minha mãe, há uns quatro anos, tinha participado dos testes para o papel da Mary [a mãe de Precious], mas ela desistiu do processo depois que leu o livro. Achou que seria muito dificil, afinal, ela é cantora e não atriz. Naquela época, ela achou que eu deveria interpretar a Precious, mas eu nem pensei no assunto. Quando meu amigo me avisou sobre os novos testes, não achei que seria uma boa. Era a primeira semana de aulas do semestre e isso desviaria minha atenção dos estudos.” Disse Gabourey Sidibe em entrevista ao G1 que você pode ler completa clicando aqui.
Enfim
Bem, gostaria de falar de muito mais gente, mas acho que esse post ia ficar muito maior do que já está! rsrs
Se lembrarem de alguém que deveria estar ai emcima, mas não está, é só comentar!
E está na hora de falar de um filme. Esses dias tenho lembrado muito de Dogville. Não sei por que. Sou do tipo que quando assiste filmes fica comentando deles durante duas semanas, no mínimo (e a Raquel sabe disso! Ô se sabe, rsrs).
Dogville foi um dos filmes mais comentados no semestre passado entre amigos e palestras que eu assisti. Engraçado, porque ele foi lançado em 2003.
Não tinha assistido e, é claro, fiquei curioso pra saber o motivo de tanta repercussão, então aluguei o DVD no inicio desse ano.
Tenho um pouco de dificuldade de aceitação e compreensão desses filmes mais artísticos (engraçado não?!), mas isso tem melhorado, bastante!
Não vou mentir, no inicio do filme eu estava gostando, no meio já estava de saco cheio, mas no final, meus amigos: QUE FINAL! Rendeu 1 mês de falatório no ouvido da Raquel!
O filme, descrito na sinopse, se passa nos Anos 30, Dogville,num lugarejo nas Montanhas Rochosas. Grace (Nicole Kidman), uma bela desconhecida, aparece no lugar ao tentar fugir de gângsters. Com o apoio de Tom Edison (Paul Bettany), o auto-designado porta-voz da pequena comunidade, Grace é escondida pela pequena cidade e, em troca, trabalhará para eles. Fica acertado que após duas semanas ocorrerá uma votação para decidir se ela fica. Após este "período de testes" Grace é aprovada por unanimidade, mas quando a procura por ela se intensifica os moradores exigem algo mais em troca do risco de escondê-la. É quando ela descobre de modo duro que nesta cidade a bondade é algo bem relativo, pois Dogville começa a mostrar seus dentes. No entanto Grace carrega um segredo, que pode ser muito perigoso para a cidade.
Influências
Com fortes influências das técnicas de Brecht, como amigos haviam comentado e fica claríssimo no filme, do teatro caixa preta e o teatro do absurdo, Dogville é um filme ousado tendo em vista as produções atuais. (estou estudando Grotowski e me pergunto se a questão da utilização de poucos objetos de cena e a valorização do trabalho dos atores também não retratariam suas “técnicas”. Devo estar viajando. Se alguém concordar ou discordar, por favor comentem.... senão vou achar que tudo pode ser Grotowski! rs)
Cenário
A cidade é como um grande palco de teatro, um galpão, com lados infinitos . As paredes não são vistas, mas estão ali. Com cenário visto de cima é possível ver com mais clareza que ele é dividido por marcações brancas no chão, como uma planta de uma casa, que divide as residências e indica onde tem árvores, arbustos, etc.
Eu: O LOUCO!
O filme traz mil e umas metáforas. Uma das “melhores” e mais impactantes cenas do filme - tirando o final - é quando Grace é violentada por Chuck e, numa visão geral das casas sem paredes, as pessoas se comportam normalmente como se nada estivesse acontecendo. Mas elas não estavam vendo, afinal, as paredes não aparecem no cenário, mas existem. Existem?! Será que aquilo não era o que todo mundo sabia, mas não queria enxergar?!
E é claro, não vou comentar muito sobre o final. Mas é inquietante você perceber que a pessoa está certa, mas ao mesmo tempo está errada. A sensação de pensar que ela tinha o direito de fazer o que fez me deixou mal. Não acredito na premissa de que se deve dar o troco na mesma moeda, mas mesmo assim, no fundo a gente acaba achando que ela fez o certo, quando na realidade acabou agindo como os habitantes da cidade... vocês podem achar que não sei o que estou dizendo quanto ao final, mas na verdade o filme te faz ficar desse jeito: sem saber o que pensar. Pelo menos foi assim que ele me deixou.
Comentários finais (eu juro!rs)
Nicole Kidman surpreendeu. E eu achando que nunca mais a veria representar um personagem tão bem (ainda mais depois daquela participação meio sem sal em "Nine", vai ver depois eu comento sobre esse filme também), se bem que esse filme é de 2003.
Enfim, recomendo o filme e dou a maior força pra que vocês o assistam até o final, caso achem, na metade, que o filme não vai dar em nada.
Obs: Com certeza devo estar esquecendo de comentar alguma coisa do filme, mas também não posso escrever uma bíblia né?! (por que eu posso hein! hehe)