domingo, 30 de agosto de 2015

NEM TUDO QUE PARECE, É

"Não, eles não são homens. Por trás daqueles panos, não existe rosto. Eles são deuses, eles têm o poder de trazer o bem ou o mal para dentro de vocês. Mas não são eles que escolhem o que plantam. Se estiverem sujas, com pensamentos impuros e não se entregarem ao que eles querem, irão criar um monstro dentro de vocês."

- Teresa

Foto de Quentin Arnaud, que tem um ensaio inteiro com esse trabalho - sensacional - de sombra. Veja aqui!
















No livro 'Cabaret Les Amants', certamente, o que mais intriga é a existência dos Convidados. Tidos como deuses, são figuras misteriosas com um poder sobrenatural, tanto que são descritos pela matriarca Teresa como os responsáveis por manter o casarão e seus habitantes em segurança, longe de qualquer mal. De aparência circunstancialmente macabra, eles tem corpo de homem e a cabeça coberta por um pano, escondendo o que deveria ser a sua face.

Mas de onde surgiram esses deuses? Por que eles tem o rosto coberto?

Bom, não espere que eu revele o segredo assim de mão beijada. É claro que para descobrir você precisará ler o livro. Mas não me custa nada tentar ajudá-lo a entender melhor as inspirações para criação deste personagem, quem sabe daí não sai alguma resposta? 


O quadro

Les Amants. René Magritte, 1928.
René Magritte foi um dos principais artistas do movimento surrealista e criou, entre suas principais obras, o quadro 'Les Amants', que não só serviu como inspiração para a criação dos Convidados, como também decora o casarão de Teresa e suas meninas.

No Romance eles são tidos como deuses, mas na vida real, as explicações sobre a motivação de Magritte para pintar um casal de rosto coberto varia entre duas possibilidades: um personagem da literatura francesa ou a morte da própria mãe.

A primeira, trata-se do personagem francês fictício de histórias do gênero policial, Fantômas, um ladrão sem qualquer escrúpulo, sociopata, que matava suas vítimas com requintes de sadismo e tinha o rosto coberto para não revelar sua verdadeira identidade. Esse personagem surgiu em 1911, aparecendo em mais de 32 livros escritos por Marcel Allain e Pierre Souvestre. Ao longo dos anos, Fantômas  foi adaptado para TV, Cinema e quadrinhos.

Abaixo uma versão bem esquisita do que se tornou o Fantômas no cinema, em 1966, no filme 'Fantômas contre Scotland Yard':


Aqui, uma versão mais sensata do personagem, na ilustração para o Gibi do Fantôma:


Já a segunda possibilidade de inspiração do pintor, para o quadro 'Les Amants', é um pouco mais triste e não se trata de uma ficção. Aproximadamente aos 14 anos de idade, Magritte viu o corpo de sua mãe ser retirado de dentro do Rio Sambre, no Norte da França, enrolado pelo vestido branco que ela usava. A mulher havia cometido suicídio, afogando-se no rio. 
  
No Romance


Em 'Cabaret Les Amants', os Convidados tem uma relação muito forte com a história de Teresa. Posso, inclusive, dizer que o surgimento deles está diretamente ligado ao que a personagem de aparência centenária se tornou com o tempo. 

domingo, 23 de agosto de 2015

O primeiro Romance a gente nunca esquece!


Dizem que antes de morrer você precisa fazer três coisas: plantar uma árvore, escrever um livro e ter um filho. 

Bem, se contarmos os feijõezinhos do Jardim de Infância, a primeira parte já foi fácil. Check! O livro acaba de sair em duas versões: impressa e e-book. Check! Já a última tarefa... bom, não é por falta de prática, mas digamos que eu não queira morrer com 25 anos, então resolvi adiá-la por um tempo. rs


Brincadeiras à parte, finalmente lancei meu primeiro romance. Depois de um ano escrevendo e mais dois anos tentando publicá-lo, resolvi fazer essa criança nascer através de uma produção independente. E como para todo pai o seu filho é o mais lindo, como não me sentir orgulhoso pelo primeiro?!

O romance foi inspirado em um quadro surrealista de Rene Magritte, intitulado 'Os Amantes' (Les Amants) e, assim como a obra de arte, é cercado de mistérios e suspenses. Tentei escrever a história criando um ninho de pulgas atrás da orelha do leitor, mas não se preocupem, todos os segredos são revelados (isso aqui não é o seriado Lost). E a grande vantagem desta leitura esta na estrutura que eu busquei seguir a risca: cada capítulo um mistério, cada capítulo uma descoberta. Ou seja, suas unhas ficarão intactas até o final do livro, nem precisa roê-las. 

Vamos à sinopse? 

Isabel acordou e não sabe onde está. Menos ainda como chegou naquela casa. Era 1905, mas ela não se lembra da última data em sua memória, de nenhuma de suas irmãs e nem de Teresa, sua mãe.

As histórias que dizem que ela ouviu desde criança - sobre deuses com corpo de homem e rostos cobertos por um pano, que viriam abençoar-lhes com a dádiva de gerar uma menina - ainda eram estranhas.

Mas por que isso não faz mais sentido?


Sentido. O sentido das coisas parece ser cada vez menor até que o vislumbre de um quadro denuncia o que pode ser um risco de vida para Isabel e cada moradora do casarão.

Primeira dica



E aí, ficou intrigado? Mesmo com essas histórias de Deuses, rituais e maldições, vou dar-lhes uma dica muito importante: não pense que isso é um conto de fadas, essa história é tão possível quanto você ser assaltado no Rio de Janeiro (viu como é real?!)

Segunda dica

Como é lançamento do livro, estou generoso. Então vamos lá: entenda esta citação de Aristóteles e você já desvendará um dos mistérios. 



"A comunidade constituída a partir de vários povoados é a cidade definitiva, após atingir ao ponto máximo de uma auto-suficiência praticamente completa; assim, ao mesmo tempo que já tem condições para assegurar a vida de seus membros, ela passa a existir também para lhes proporcionar uma vida melhor. Toda a cidade, portanto, existe naturalmente, da mesma forma que as primeiras comunidades; aquela é o estágio final destas, pois a natureza de uma coisa é o seu estágio final (...) Estas considerações deixam claro que a cidade é uma criação natural, e que o homem é por natureza um animal social, e um homem que por natureza, e não por mero acidente, não fizesse parte de cidade alguma, seria desprezível ou estaria acima da humanidade (...), e se poderia compará-lo a uma peça isolada do jogo de gamão."



- (Querido) ARISTÓTELES

Acho que por hoje é só pessoal. 

Ahhh, mas antes, deixe-me fazer o merchan. Se você quiser comprar o livro impresso é só entrar no site da AgBook ou clicar aqui. Já para comprar o e-book (que convenhamos, é bem mais em conta - financeiramente falando), basta clicar aqui. 

Até a próxima!

Leia os primeiros capítulos de Cabaret Les Amants de graça