domingo, 28 de fevereiro de 2010

MACBETH



Eu e Raquel, minha noiva, fomos assistir Macbeth, em cartaz no teatro Tom Jobim, nessa sexta-feira.

A Raquel não tem costume de ir ao teatro, começou a ir comigo faz pouco tempo, o que gerou certa preocupação, já que a peça tem 3 horas(incrivelmente cronometrada) de duração. Além disso, as cadeiras da platéia, que mais pareciam parte do cenário, eram de madeira, o que nos fazia imaginar o quanto seria sofrido ficar sentado 3 horas em uma cadeira dura como aquela rsrs. Imaginamos errado. O espetáculo prendia tanto atenção que a cadeira foi a última coisa em que pensamos, rs.

Com direção de Aderbal Freire Filho e grande elenco – e quando eu digo grande me refiro à qualidade – o espetáculo é uma perfeita adaptação do livro de William Shakespeare.

Leia o Release da peça :

"Voltando de uma batalha, Macbeth e Banquo, generais do exército escocês do Rei Duncan, encontram três feiticeiras. Macbeth é saudado profeticamente por elas como futuro Barão de Cawdor e Rei da Escócia, e Banquo, como pai de uma linhagem de reis. Nobres escoceses trazem a mensagem de que o Barão de Cawdor havia sido executado por traição e que todas as suas terras e título passariam a Macbeth. A realização da primeira parte da professia impulsiona a ambição de Macbeth em se tornar rei. Em seu castelo, sua mulher, Lady Macbeth, lê com satisfação a carta do marido relatando o encontro com as bruxas e a esperança ali contida. Mais tarde, na noite em que o rei Duncan se hospeda no castelo de Macbeth, este decide matá-lo, com a ajuda de Lady Macbeth. O ato brutal dá início a uma série de assassinatos que Macbeth, já coroado rei, cometerá para se manter no trono. De bravo guerreiro e grande general do exército escocês que retorna vitorioso dos campos de batalha; de súdito leal, merecedor da mais alta confiança do rei, Macbeth se transforma em um assassino inescrupuloso e bestial, cujos atos sanguinários são movidos por um único impulso: a ambição".

De olho na cena

No espetáculo, gostei da sacada que mostra uma visão de que a história poderia estar se passando em tempos atuais ou há muito tempo atrás.

Os atores mostram sua versatilidade se desdobrando em vários personagens ao longo da peça.

Destaco a ótima composição de personagem criada pelos atores que interpretavam as três bruxas (Andrea Dantas, Edgard Amorim e Felipe Martins), fantástica a riqueza de detalhes que os atores criaram para seus personagens.

Daniel Dantas, como já esperado, estava ótimo como Macbeth.Vale destacar as cenas em que o personagem tem seus ataques em público ao ver Banquo sentado a mesa. Também não podemos deixar de perceber a disposição do ator que atua, aproximadamente, em 80% do tempo do espetáculo.

Renata Sorrah era a própria Lady Macbeth. Nunca havia assistido uma adaptação dessa obra de Shakespeare, mas já li o livro e posso dizer que Renata Sorrah como a ambiciosa, fria, manipuladora e maquiavélica esposa de Macbeth era tudo o que eu imaginava (e muito pior, rsrs). Em relação as cenas, destaco a sua inicial em que ela lê a carta do marido e já começa a planejar o futuro diante as revelações que constavam nela. Além dessa, a que Lady Macbeth fica vagando, sonâmbula, pelo castelo falando de todas as brutalidades feitas por ela e pelo marido.

O cenário, 4 mesas que por vezes tem função de palco, assim como os figurinos e objetos de cena, que são poucos, são usados de forma harmoniosa. Gostei muito das transições de cena e trocas de cenário. A sonoplastia fazia toda a diferença em alguns momentos da peça.

Enfim, pelo tempo de peça e sendo a primeira adaptação de Macbeth que eu assisto, achei fantástico. Vale a pena conferir.

Mas uma dica, não sente na primeira fileira... quando você for assistir o espetáculo vai entender... rsrs

Vejam abaixo um vídeo com algumas partes do espetáculo.





Direção
Aderbal Freire-Filho

Com:
Daniel Dantas, Renata Sorrah, Andréa Dantas, Camilo Bevilacqua, Charles Fricks, Edgard Amorim, Erom Cordeiro, Felipe Martins, Guilherme Siman, Marcelo Flores, Ricardo Conti, Thelmo Fernandes

Teatro Tom Jobim
Jardim Botânico - Rua Jardim Botânico 1008 - fone: (21) 2274-7012
Sextas e Sábados 20h30 / Domingos 20h
Ingressos: R$ 60,00 (inteira) / R$ 30,00 (meia)
Términio dia 28 de março de 2009
FICHA TÉCNICA

Autor: Willian Shakespeare / Tradução: João Dantas / Direção e mise-en-scène: Aderbal Freire-Filho Assistente de Direção: Fernando Philbert / Cenário: Fernando Mello da Costa / Figurinos: Marcelo Pies / Assistente de Figurino: Carol Lobato / Iluminação: Luiz Paulo Nenen / Trilha Sonora: Tato Taborda / Programação Visual: Ludmila Machado / Adaptação e formatação: Arnaldo Fabbri / Fotos Projeto Gráfico: Nana Moraes e Luiz Paulo Nenen / Assessoria de Imprensa: João Pontes e Stella Stephany - JSPontes Comunicação / Release: Angela de Almeida / Apoio de Produção: Equipe Primeira Página / Assistentes de Produção: Clarice Coelho e Daniel Benevides / Produção Executiva: Bruna Ayres e Luciano Marcelo / Gerente de Projetos: Paula Salles / Direção de Produção: Maria Siman

Por Rohan Baruck

O que - quem - você quer ser quando crescer?


Bom, começando a postar no blog e queria mostrar uma pesquisa que fiz no curso de Gestão Profissional com a Maria Hernadez e Saulo Rodrigues, na CAL, que foi muito bacana.

Eles propuseram uma atividade que consistia em escolher um ator cuja carreira nós, alunos, gostaríamos de seguir os mesmos passos.

Minha pesquisa havia começado pelo ator Wagner Moura. Dele parti, por indicação, para a carreira do Daniel Oliveira. Assim que ouvi o nome e liguei as realizações (“Cazuza” ,“A festa da menina morta”), achei que era perfeito. Mas foi em uma entrevista do Daniel de Oliveira que vi o nome de Luís Mello e, então, resolvi pesquisá-lo também.

E então encontrei. Um ator que mergulha de cabeça nos projetos que faz parte, se entrega. Reconhece a importância do conhecimento, dos estudos e da dedicação para a construção profissional e de seus personagens.


O envolvimento com o teatro de pesquisa, a flexibilidade para atuação em todas áreas de interpretação (Teatro, TV, Cinema) e o incentivo a cultura através de projetos, idéias e conceitos, são pontos que eu quero que estejam no meu futuro(presente) profissional.

Veja abaixo um resumo das pesquisas que eu fiz sobre o ator. (Deve precisar de algumas atualizações, porque foi feito no fim do ano passado, rs)



Luís Mello

Ator formado pelo curso Permanente da Fundação Teatro Guaíra, em Curitiba, onde atuou e ministrou aulas de teatro. Mais tarde se mudou para São Paulo. Lá, integrou o Centro de Pesquisa Teatral de Antunes Filho, onde atuou por 11 anos, tornando-se um dos melhores profissionais do Teatro Brasileiro Contemporâneo.

Recebeu por duas vezes o prêmio Mabembe, Shell, APCA e também o Moliere e o prêmio APETESP, pelas atuações nos espetáculos “Macunaíma”, “Hora e a vez de Augusto Matraga”, “Xica da Silva”, “Paraíso Zona Norte”, “Nova Velha História”, “Trono de Sangue/Macbeth”, “Vereda da Salvação” e “Gilgamesh”.

Também atuou no cinema, em filmes como “Terra estrangeira”,“Por trás dos Panos” (ganhando o prêmio de melhor ator) e “Olga”.

Em 16 anos de carreira, havia participado poucas vezes na TV, mas em seu primeiro trabalho na TV como protagonista, recebeu seu primeiro prêmio como ator em TV pela APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte) e um Prêmio Contigo, na mesma categoria.

Mesmo com o sucesso na carreira televisiva e no cinema, Luís Mello jamais se afastou do Palco.

Estreou como produtor de espetáculos em 1999, com “Nijinsk – Divino Bufão”.
Em 2001, abriu o ACT – Ateliê de Criação Teatral, espaço voltado para experimentação nas artes cênicas, que promove há cinco edições o ACT Bazar, uma ação que entrou para o calendário Cultural de Curitiba, onde os artistas lançam, experimentam e também onde o público pode descobrir o que é novo, que tem qualidade e que não é caro.

Em 2004,iniciou um grupo de estudos sobre Tchekov, junto com Marcio Abreu.
Desde o inicio de sua carreira, Luís Mello já atuou em mais de 15 espetáculos, mais de 20 telenovelas e minisséries, mais de 10 Longa-mentragens e 2 curtas.


Carreira


No teatro

• “Macunaíma” (Mário de Andrade)
• “A Hora e a Vez De Augusto Matraga” (Guimarães Rosa)
• “Xica da Silva”, (Luis Alberto de Abreu)
• “Paraíso Zona Norte” (Nélson Rodrigues)
• “Nova Velha História” (do mito “Chapeuzinho Vermelho”)
• “Trono de Sangue” / “MacBeth” (William Shakespeare)
• “Vereda da Salvação” (Jorge de Andrade)
• “Gilgamesh” (baseado no poema épico sumério)
• "Sonata Kreutzer" (baseado em conto de Tolstoi)
• "Salomé" (Oscar Wilde)
• "Cão Coisa e a Coisa Homem"
• "Daqui a 200 Anos"

Na televisão

• 2008 Faça Sua História - Delegado Nicanor
• 2008 Casos e Acasos - Linhares
• 2007 Eterna Magia - Dr. Rafael (Tio Rafa)
• 2006 Cobras e Lagartos - Orã Munhoz/Conchita
• 2006 JK - Coronel Licurgo
• 2005 América - Ramiro
• 2003 A Casa das Sete Mulheres - Bento Manuel
• 2001 A Padroeira - Molina
• 2000 O Cravo e a Rosa - Nicanor Batista
• 2000 A Invenção do Brasil - Vasco de Athaíde
• 2000 A Muralha - Manuel
• 1998 Pecado Capital - Ricardo
•1998 Hilda Furacão - Padre Ciro
• 1997 O Amor Está no Ar - Alberto
• 1997 Anjo Mau - Müller
• 1995 Cara e Coroa - Rubinho
• 1993 O mapa da mina - Cerqueira Júnior
• 1990 Mico Preto - Eugênio de Sá Matos
• 1988 Vale Tudo - Júlio
• 1986 Selva de Pedra - Humberto Lago Martins
• 1985 Roque Santeiro - Flávio Cardoso
• 1982 Sétimo Sentido - José Beltrão
• 1980 As Três Marias - Andrei
• 1979 Malu Mulher - Robson
• 1976 Anjo Mau - Müller
• 1974 Fogo sobre Terra - Peixoto
• 1972 Selva de Pedra - Humberto Lago Martins
• 1970 Irmãos Coragem - Ricardo
• 1969 Sangue do Meu Sangue - Furtado Lins

No cinema
Longa Metragem

• Encarnação do Demônio
• Cafundó
• Gaijn - Ama-me como sou
• Separações
• Olga
• Caramuru - A Invenção do Brasil
• Por trás do Pano
• O Auto da Compadecida
• Terra estrangeira
• Doces Poderes
• Jenipapo

Curta Metragem

• Desterro
• Útero

Prêmios

• Prêmio Qualidade Brasil - SP como ator em TV pela minissérie A Casa das Sete Mulheres
• Prêmio de Melhor Ator (categoria Curta-Metragem no festival Guarnicê de Cinema, São Luis do Maranhão) com o filme
“Desterro” (Eduardo Paredes)
• Prêmio APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) como ator em TV pela novela Cara e Coroa
• Prêmio “Revista Contigo” como ator em TV pela novela Cara e Coroa
• Prêmio Mambembe, Shell, APCA e Molière pela peça “Sonata Kreutzer” (Leon Tolstoi), direção de Eduardo Wotzik
• Prêmio Cultura Inglesa como melhor ator de 1997 pelo espetáculo Salomé
• Prêmio APCA/2005 como melhor ator teatral pela Daqui a 200 Anos.

Assista também, o vídeo da entrevista feita pela Leona Cavalli com o ator:

http://www.montenegroeraman.com.br/novosite/instituto_luis.html

Se tiver alguma informação errada na pesquisa, me avisem hein!? rs

Abs,

Por Rohan Baruck