Sempre
me encantei por boas histórias. Não importa onde estivessem. Livros, filmes,
séries. O importante sempre foi prender minha atenção. Daí, quando escrevo meus
textos, penso nisso. Foi assim nas cenas para o teatro, para redigir
reportagens jornalísticas e, claro, para escrever meu livro.
A
ideia de escrever um romance surgiu enquanto eu cursava Jornalismo e, em uma
disciplina sobre artes, entrei em contato com o quadro de René Magritte, ‘Les
Amants’.
//
Se eu fosse um desenho animado, todo mundo poderia ver a lâmpada acendendo
sobre a minha cabeça. É sério! //
Inebriado
pelos mistérios que cercavam o quadro tive vontade de criar uma realidade para ele. Na época, estava começando a ter contato com a literatura de Stephen King
, mais especificamente o livro “Under the Dome”, e comecei a me questionar
sobre a construção de uma sociedade. Quais foram as circunstâncias que
fizeram com que as comunidades em que vivemos se tornassem o que são hoje?
Profundo né?! Pois é! Foi assim que construí todo o universo de ‘Cabaret Les
Amants’.
Faz
sentido? Não sei. Talvez.
Leia
a sinopse: Isabel acordou e
não sabe onde está. Menos ainda como chegou naquela casa. Era 1905, mas ela não
se lembra da última data em sua memória, de nenhuma de suas irmãs e nem de
Teresa, sua mãe. As histórias que dizem que ela ouviu desde criança – sobre
deuses com corpo de homem e rostos cobertos por um pano, que viriam
abençoar-lhes com a dádiva de gerar uma menina – ainda eram estranhas. Mas por
que isso não faz mais sentido? Sentido. O sentido das coisas parece ser cada
vez menor até que o vislumbre de um quadro denuncia o que pode ser um risco de
vida para Isabel e cada moradora do casarão.
Intrigante?!
O passo a passo
Entre
hiatos e passos de tartaruga, escrevi ‘Cabaret Les Amants’ em 12 meses. Todo
trabalhado no mistério, tive uma preocupação muito grande com a narrativa.
Desde o início eu queria criar algo intrigante como Lost, mas que não fosse um
total fiasco em seu desfecho – como foi a série. Então, decidi que os segredos
seriam revelados capítulo por capítulo.
Como
era a minha primeira experiência escrevendo algo tão grande (o original tem 180
páginas), usei minhas experiências enquanto produtor de tv, pegando as técnicas
para criação de roteiro audiovisual para conseguir me organizar.
–
Como é isso, Rohan?! – você me pergunta (ou não).
–
É simples! – eu te respondo.
Vamos a receita!
Ingredientes:
–
1 Storyline
–
1 Sinopse/Resumo
–
Alguns perfis de personagens
–
12 capítulos de argumentos
Modo de preparo:
Primeiro,
escreva uma pitada da sua história através de um Storyline, ou seja, em um
texto de 3 a 5 linhas você deve escrever qual é o conflito da sua trama, em que
ele resulta e como termina. Em seguida, faça uma Sinopse/Resumo contendo
informações mais especificas sobre os personagens da trama e as relações de
espaço e tempo. Feito isso, aperte ‘Salvar’ no seu word para não perder o seu
arquivo caso o computador desligue (Sim, isso me aconteceu. E não, não salvou
uma cópia de segurança). Logo depois, comece a escrever o perfil de cada um dos
personagens da história. Vale lembrar que nessa hora você deve descrever
características físicas e psicológicas, além da trajetória de vida de cada um
deles, desde antes de o livro começar até o fim da trama. Agora, falta pouco
para terminarmos a preparação. Feito isso tudo, comece a preparar seus
argumentos à gosto. No meu caso, dividi a história em capítulos para facilitar
a digestão. É no argumento que você descreve, com detalhes, a sequência de
acontecimentos da sua trama.
Está
pronto o seu roteiro para a criação de um livro. É só começar a escrever e
consultá-lo sempre que precisar relembrar da história como um todo.
Para
aprovarem o gosto, enquanto eu escrevia os capítulos, selecionei amigos fiéis
para degustarem os capítulos e darem suas críticas quanto ao andamento da
trama. Isso funcionou bastante para saber se a obra estava no ponto.
Se
quiser provar, clique
aqui e leia as primeiras páginas de graça. Ah, o livro também está a venda
em formato de e-book, e você encontra aqui.
*Guest Post feito para o blog QG da Bruna, postado em 22/09/2015







